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Aristóteles



384-322 a.c.. Estagira. Platão era brilhante e intuitivo, ^ erudito e metódico. Aquele enfatizou o estudo das matemáticas, e ^ o das matérias biológicas (filho de médico). O poético versus o acadêmico [1] [8]. Doutrina do justo meio (a coragem é o meio termo entre temeridade e covardia, por exemplo).


Epistemologia.

Realismo. N√£o nascemos com capacidade inata de reconhecer formas, n√£o h√° ideias inatas. A √ļnica maneira de experimentar o mundo (ou adquirir ideias) √© pelos sentidos. A forma essencial de uma coisa √© inerente a cada exemplo dessa coisa (na experi√™ncia de ver v√°rios exemplos de uma coisa reconhecemos suas caracter√≠sticas comuns, a forma essencial). Mas o poder da raz√£o n√£o se baseia nos sentidos, √© inato. Possu√≠mos s√≥ a capacidade inata de aprender a partir da experi√™ncia.

A Imaginação é o processo pelo qual dizemos que uma imagem é apresentada a nós, e a alma nunca pensa sem uma imagem mental [2].

Onde Plat√£o (abr. loc.: P.) via as formas como ideias com exist√™ncia independente, ele via formas (ou ‚ÄúUniversais‚ÄĚ, como os chamava) como ess√™ncias personificadas na subst√Ęncia do mundo, sem exist√™ncia independente [6].

As Categorias de que fala Kant não são as mesmas de que falava Aristóteles. Para este as categorias eram categorias da realidade, porque não partia de uma concepção subjetiva para conheer o real. Em Kant as categorias são do sujeito, não da realidade [4].

^ teria imaginado primeiro a Dial√©tica, ao propor a ‚Äúm√©dia justa‚ÄĚ e ao dizer que ‚Äúo conhecimento dos opostos √© uno‚ÄĚ [5].


√Čtica.

Para ^ a forma de uma coisa tem implica√ß√Ķes √Čticas. Para ^ tudo no mundo √© explicado por 4 causas respons√°veis pela exist√™ncia de algo. A causa material (do que √© feito), a causa formal (a disposi√ß√£o ou forma), a causa eficaz (como √© levado a existir) e a causa final (a fun√ß√£o da coisa). A causa final est√° relacionada com a √©tica, que √© uma extens√£o l√≥gica da biologia. Algo √© bom quando cumpre sua fun√ß√£o. A Causa final do olho √© ver, e olho bom √© o que v√™. Uma vida boa √© a que cumpre seu objetivo, usando ao m√°ximo todas as caracter√≠sticas que tornam o vivente humano. √Č uma defini√ß√£o funcional de bem.


Lógica

^^ é o alicerce sobre o qual todo conhecimento repousa. Inventou o Silogismo: quando certas coisas são afirmadas pode-se demonstrar que alguma coisa, que não a afirmada, necessariamente se segue. Analitika = explicitadora [6].


Filosofia da ciência.

Toda ^^ tinha de surgir de um conjunto de princípios básicos ou axiomas, a partir dos quais as verdades poderiam ser explicitadas (deduzidas) mediante a lógica. Os axiomas definem o campo temático, separando-o dos elementos incompatíveis ou irrelevantes [6].

Tentou classificar e hierarquizar as classes e esp√©cies e se convenceu de que a natureza tinha uma finalidade, e que cada tra√ßo espec√≠fico de um animal existia para cumprir determinada fun√ß√£o. ‚ÄúA natureza nada faz em v√£o‚ÄĚ [6].


Religi√£o.

A Mente é a forma do corpo (o corpo e a mente não são coisas distintas, a mente é só a forma do corpo), e não considera possível a sobrevivência da Alma após a Morte do corpo.


Arte.

Via a poesia como de valor maior que a [História], porque é mais filosófica (porque está mais próxima do universal) [6].


Sentido da vida, Felicidade

O objetivo da humanidade √© conquistar a felicidade, que √© a concretiza√ß√£o do melhor de que somos capazes [6]. A felicidade, para ^, n√£o tem rela√ß√£o com como nos sentimos, n√£o √© uma sensa√ß√£o ou sentimento. A eudaimonia consiste em realiza√ß√£o, no sentido de cumprir sua fun√ß√£o natural. N√£o tem rela√ß√£o com buscar ou aumentar os prazeres, mas com nos tornarmos melhores (m.c.: mais eficientes no cumprimento da fun√ß√£o?) [9]. √Č uma vis√£o objetiva da Felicidade, consiste numa vida de atividade virtuosa, na plena realiza√ß√£o das capacidades humanas [10].


Filosofia política
A cidade-estado é mais importante que o indivíduo [7].


Coment√°rios e cita√ß√Ķes.

O pensamento aristotélico tem na imaginação um veículo intermediário entre o sensível (mundano, profano) e o ideal (Sagrado, intelectual, conceitual) [3].

Para ^ um homem educado diferia do que n√£o possu√≠a educa√ß√£o ‚Äútanto quanto os mortos dos vivos‚ÄĚ [6].

‚ÄúE qualquer um que n√£o seja capaz de viver em sociedade, ou n√£o precise faz√™-lo, por ser suficiente em si mesmo, deve ser ou uma besta ou um deus‚ÄĚ (^, Pol√≠tica, 1253a) [6].

Notas e adendos:

[1] f. pr.: B2011f.

[2] B2011f p124. Kant defenderá que sintetizamos as mensagens incoerentes dos nossos sentidos em imagens, e depois, em conceitos, usando a Imaginação. V. Pascal.

[3] C010i.

[4] Feinmann.

[5] D1926h 227.

[6] S1997a.

[7] B2011f 204.

[8] Disse Schlegel que ‚ÄúTodo homem nasce plat√īnico ou aristot√©lico‚ÄĚ. A frase se refere ao dilema entre Idealismo e Realismo. Durant leva-a adiante para comparar a mente pr√°tica, ‚Äúrija‚ÄĚ de ^, preocupado com o presente objetivo, apegado √† realidade das coisas, e a mente ‚Äúmacia‚ÄĚ de Plat√£o, preocupada com um futuro subjetivo, voltada √† busca por defini√ß√Ķes que implicam e se afastar das coisas e fatos em dire√ß√£o √†s teorias e as ideias, indo dos particulares para as generalidades (D1926H 64).

[9] W2012u.

[10] Haybron, Dan, ‚ÄúHappiness‚ÄĚ, The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Fall 2011 Edition), Edward N. Zalta (ed.), URL = <http://plato.stanford.edu/archives/fall2011/entries/happiness/ Recuperado em 21/06/2015, 22h18m..