Verbetes relacionados:
Anax√°goras
Atomismo
Epitimia
Escola atomista
Escola sofística
Faria, filosofia da religi√£o
Filosofia, roteiro de estudo
História da filosofia, etapas da filosofia grega
Kjshdfkljhsd
Leusipo
Materialismo
Miranda, filosofia da ciência
Monismo
Pré-socráticos, filósofos
Schopenhauer


AlbertoSantos.org       Capa   |   direito   |   filosofia   |   resenhas   |   emap   |   mapa   |   Busca


Clique no link para rel://files/filo/demócrito.jpg


Metaf√≠sica. De Abdera (-460/-360). Dem√≥crito n√£o seria pr√©-socr√°tico, pode ter sido rival de Plat√£o. Criador do Atomismo: o elemento primordial de tudo √© constitu√≠do pelos √°tomos (part√≠culas indivis√≠veis, invis√≠veis, eternas e imut√°veis, cuja √ļnica qualidade √© a impenetrabilidade, e que diferem uns dos outros pela figura e dimens√£o).

Caracter√≠sticas dos √°tomos: cheios, s√≥lidos, qualitativamente id√™nticos, homog√™neos, impass√≠veis (?), inalter√°veis, compactos. S√£o o elemento positivo do ser. O vazio √© o elemento negativo, que tem fun√ß√£o de desagrega√ß√£o do ser, possibilitando o movimento. A mescla dos √°tomos com o vazio, em diferentes propor√ß√Ķes (quantidades), √© a causa das diferentes qualidades. Os movimentos, choques, agrupamentos e desagrega√ß√Ķes dos √°tomos, est√£o regidas por uma lei fatal, imanente √† mat√©ria. A lei fatal n√£o tem uma finalidade, um telos, opera cegamente [3].

Materialismo e Determinismo mecanicista. Quer conciliar o imobilismo de Parmênides com o mobilismo de Heráclito.

A realidade se comp√Ķe de dois √ļnicos elementos: o v√°cuo ou n√£o-ser (vazio eterno e infinito), e os √°tomos. Estes s√£o materiais eternos e sem causa, em incessante movimento no v√°cuo; os fen√īmenos e mudan√ßas de estado, como a morte, n√£o passam de combina√ß√Ķes e separa√ß√Ķes de √°tomos.

O ser √© imut√°vel, porque constitu√≠do de √°tomos imut√°veis. Mas o Vir-a-ser existe, causado pelo movimento: os √°tomos movem-se ao acaso, em turbilh√Ķes, chocam-se e se combinam de v√°rios modos.

Religi√£o, Teologia. Alma: formada de √°tomos sutis, leves e similares ao [Fogo], m√≥veis. √Č o princ√≠pio do movimento e da vida dos animais [3]. Nem os deuses s√£o imortais: sujeitos ao movimento que dissocia √°tomos. N√£o falavam de um deus pessoal e transcendente, mas de deuses que viviam felizes sem pensar nos homens [3]. ^ foi o primeiro a fornecer uma vis√£o mecanicista completa do universo, sem qualquer recurso √† no√ß√£o de um ou mais deuses [2]. Morte. Ocorre quando a quantidade de √°tomos inspirados √© menor que a de √°tomos exalados. Isso leva √† desagrega√ß√£o da alma [3].

Epistemologia. Conhecimento: captação, pelos órgãos sensitivos, dos átomos que os Simulacros (imagens) que os corpos irradiam. As qualidades (odor, sabor, cor) não são objetivas, mas subjetivas, derivam do encontro dos simulacros com os dos órgãos sensitivos humanos: são aparências apenas, porque na verdade só há átomos e vácuo. A partir do conhecimento sensorial o homem se eleva até o racional.

√Čtica: a Felicidade n√£o est√° no prazer dos sentidos mas na harmonia da raz√£o e Epitimia (tranq√ľilidade de esp√≠rito, livre de temores e emo√ß√Ķes). √Čtica pr√°tica visando o bem comum. Moral estritamente limitada √† felicidade no presente. Sem normas transcendentais de conduta nem san√ß√Ķes futuras. Crit√©rio de conduta: o prazer regulado pela raz√£o.

O primeiro a dar atenção à origem da linguagem [1].


Rembrandt, The Young Rembrandt as Democritus the Laughing Philosopher (1628-1629).

[Cosmogonias]. Nova solução para o problema da universalidade do ser, e da pluralidade das coisas. No princípio existia o ser material cheio (pleno), formando uma massa compacta e indistinta. Existia, ademais, um grande vazio, que era o não-ser. E existia, enfim, o movimento eterno. O vazio, impulsionado pelo movimento, penetrou no ser, desagregando-o, fazendo desmanchar-se em partículas pequenas, indivisíveis, os átomos.


Notas e adendos:

[1] f. pr.: a) Mondin, B. (1981). Curso de Filosofia. São Paulo: Paulus. b) Durozoi, Gérard & Roussel, André (1996). Dicionário de Filosofia. Trad. Marina Appenzeller. Campinas: Ed. Papirus. c) G99e.

[2] B2011f.

[3] Educatina.