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Objetivismo


vb. criado em 21/02/2014, 08h49m.

O Objetivismo afirma que a realidade existe independentemente da consci√™ncia, que o ser humano tem contato direto com a realidade atrav√©s dos sentidos, que pode ter conhecimento objetivo pelo processo de forma√ß√£o de conceitos, da l√≥gica dedutiva e indutiva, que o objetivo moral da vida humana √© atingir a pr√≥pria felicidade ou interesse racional, que o √ļnico sistema social consistente com esta moralidade √© um que respeite os direitos do seres humanos √† vida, liberdade, propriedade e busca √† felicidade, ou seja, capitalismo laissez-faire, e que a fun√ß√£o da arte √© transformar as ideias metaf√≠sicas mais abstratas, reproduzindo seletivamente a realidade, em forma f√≠sica [2].

O nome Objetivismo vem do princípio de que o conhecimento e valores humanos são objetivos: eles não são criados pelos pensamentos que alguém tem, mas determinados para natureza da realidade, para serem descobertos pelo ser humano. Rand disse que escolheu este nome porque o termo preferido para uma filosofia baseado na primazia da existência - existencialismo - já havia sido usado.

[Metafísica] / Realidade: A realidade existe independentemente da observação do ser humano, dos sentimentos, desejos, esperanças ou medos. A existência existe e é primária. A consciência humana é consciente da realidade. A é A - o que é, é - identidade. Toda entidade obedece a Lei da Causalidade: causa e efeito.

Epistemologia / Conhecimento. A raz√£o √© o √ļnico meio para perceber a realidade, a √ļnica fonte de conhecimento, o √ļnico guia de a√ß√£o e o meio b√°sico de sobreviv√™ncia. Como todo conhecimento √© baseado nos sentidos, eles s√£o axiom√°ticos. Conceitos s√£o formados omitindo medidas. L√≥gica: a arte de n√£o-contradi√ß√£o.

Indução: o processo mental de partir de fatos particulares e generalizá-los para formar novas ideias.

Dedu√ß√£o: o processo mental de formar conclus√Ķes a partir de premissas; do abstrato ao concreto (particular).

√Čtica. O ser humano, cada um, √© um fim em si mesmo e n√£o um meio para o fim de outros humanos. Deve existir em fun√ß√£o de seus pr√≥prios prop√≥sitos, n√£o se sacrificando por outros nem sacrificando outros por ele.

A primeira escolha de todo ser é a existência ou a não-existência e, por isto, a vida do ser humano é o seu padrão moral de vida. Sem ela, nenhum outro valor é possível.

A racionalidade é a maior virtude; todas as outras derivam dela. Outras virtudes: produtividade, justiça, orgulho, independência, integridade, honestidade.

Filosofia pol√≠tica. A liberdade, num sistema pol√≠tico onde os homens se tratam como negociantes livres, em trocas volunt√°rias, com m√ļtuo benef√≠cio e nunca como v√≠timas e executores, senhores e escravos. Cada pessoa sobrevive baseado na sua habilidade de exercitar e usar a raz√£o. Para que isto seja poss√≠vel, √© preciso banir a inicia√ß√£o de viol√™ncia. O governo precisa proteger os direitos do indiv√≠duo √† sua vida, liberdade, propriedade e a busca da felicidade.

√ďrg√£os de um governo pr√≥prio: pol√≠cia, ex√©rcito e cortes de leis. O governo tem de estar separado da: economia, religi√£o, educa√ß√£o e ci√™ncia.

Como um governo pr√≥prio financia suas atividades? Com, e somente com, doa√ß√Ķes volunt√°rias de seus cidad√£os [2].


Notas e adendos:

[1] Mas quanto ao problema dos Universais, v. Conceitualismo.

[2] f. pr.: Wikipedia.