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Resumo: Problema da unidade versus a pluralidade. Homeomerias [4].

Bio. Claz√īmena, na √Ātica (-500/-428). Primeiro fil√≥sofo de Atenas, mas provavelmente n√£o era ateniense, mas j√īnio. Talvez tenha morrido em greve de fome. Talvez tenha sido mestre de S√≥crates ou de P√©ricles em certa √©poca. Consta que foi acusado de heresia e exilado de Atenas por causa de suas ideias, o que indica que a ~f j√° estava madura naquele tempo: j√° se tornara perigosa [5].

Metafísica, filosofia. Do nada nada surge. Tudo surge do Ser. Tudo está em tudo. Em cada coisa estão contidas todas as coisas [1]. Cada corpo reproduz de certo modo a variedade do universo, porque possui elementos de cada outro corpo, e sua definição depende dos que nele são majoritários. A matéria é divisível até o infinito, e cada coisa está constituída de partes de todas as coisas [3], infinitas por sua multitude e sua pequenez [1].

O ser é feito de átomos, que, todavia, não são qualitativamente iguais. Homeomerias (termo criado por Aristóteles para explicar a teoria de Anaxágoras): partículas qualitativamente diferentes (diversas naturezas). As homeomerias, as coisas contidas em todas as coisas, são uma espécie de pó sutilíssimo, inatelterável, indestrutível, uma sementes de todas as coisas [1]. Há tantos tipos de homeomerias quantos forem os tipos de coisas: as homeomerias têm as mesmas qualidades que os corpos que constituem (diferentemente dos átomos de Demócrito). Nem os quatro [Elementos] são simples, são também compostos de homeomerias.

O Devir ocorre porque as homeomerias se unem e separam e re√ļnem para formar outros corpos (tudo √© resultado da mistura e da divis√£o, constante ordena√ß√£o e reordena√ß√£o). N√£o h√° verdadeira gera√ß√£o e corrup√ß√£o. Nada se cria e nada se destr√≥i porque o n√ļmero de homeomerias permanece.

Foi chamado de o primeiro dualista /v. Dualismo/, por admitir, ao lado da matéria, o nous, a inteligência causadora do movimento. Mas não está claro se para ele o nous era imaterial ou formado de matéria sutilíssima.

Teologia, Religi√£o. Mente suprema, Nous, princ√≠pio ordenador das coisas, uma realidade de ordem superior, independente dos corpos, infinita. Dela depende a harmonia e ordem das coisas. √Č a causa do movimento das homeomerias. Admitia a exist√™ncia de uma mistura primitiva de germes ulteriormente organizada pelo nous. Com isso parece admitir ‚Äúuma finalidade, negando o destino‚ÄĚ o que Arist√≥teles exaltou [2].



Bibliografia

[1] Educatina.

[2] Durozoi, Gérard & Roussel, André (1996). Dicionário de Filosofia. Trad. Marina Appenzeller. Campinas: Ed. Papirus.

[3] Lembra a M√īnada de Leibniz.

[4] f. pr.: Mondin, B. (1981). Curso de Filosofia. São Paulo: Paulus. E também G99e.

[5] S1998s-b.